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SPF, DKIM e DMARC para cold email

A resposta curta

O SPF lista os servidores autorizados a enviar pelo seu domínio. O DKIM assina cada mensagem com uma chave publicada no DNS. O DMARC só passa quando um dos dois passa sob um domínio que bate com o seu endereço From. Para configurar o DMARC, faça SPF e DKIM passarem primeiro. Com Google Workspace e Brevo, isso significa um único registro SPF mesclado e duas chaves DKIM. Depois publique v=DMARC1; p=none; rua=mailto:… em _dmarc.seudominio e só endureça a política quando os relatórios estiverem limpos.

Neste artigo

A configuração do DMARC vem depois de SPF e DKIM, porque o DMARC apenas avalia os resultados dos dois. Publique um registro TXT em _dmarc.seudominio, por exemplo v=DMARC1; p=none; rua=mailto:dmarc-reports@seudominio. Leia os relatórios agregados até que todo remetente legítimo apareça com DKIM alinhado, depois passe para p=quarantine e, por fim, p=reject. O restante deste artigo explica o que cada um dos três registros verifica, em que ordem publicá-los e quais falhas aparecem quando um domínio envia ao mesmo tempo pelo Google Workspace e pelo Brevo.

DKIM vs SPF vs DMARC: o que cada um verifica de fato?

Muita gente trata SPF, DKIM e DMARC como uma única caixinha para marcar. Na prática, são três testes separados, e cada um olha para uma parte diferente da mensagem. O SPF olha para o remetente do envelope, o endereço MAIL FROM que o servidor de destino vê durante a conversa SMTP. Ele não olha para a linha From que o destinatário lê. O DKIM confere uma assinatura criptográfica no cabeçalho da mensagem contra uma chave pública publicada sob um seletor. O DMARC é o único dos três que amarra o resultado ao domínio visível no From, e ele diz ao servidor de destino o que fazer quando esse vínculo não existe.

  • SPF: um registro TXT na raiz do domínio, começando com v=spf1. Passa quando o IP que se conecta está listado. A especificação do SPF limita quantas consultas DNS uma única avaliação pode disparar, então cadeias longas de includes quebram o registro.
  • DKIM: um registro TXT em seletor._domainkey.seudominio. Passa quando a assinatura é verificada, ou seja, quando os cabeçalhos assinados e o corpo não foram alterados no caminho.
  • DMARC: um registro TXT em _dmarc.seudominio. Passa quando SPF ou DKIM passa e esse domínio está alinhado com o domínio do From.
  • Relatórios: a tag rua do DMARC envia relatórios agregados em XML para um endereço que você escolhe. SPF e DKIM não têm relatórios próprios.

O que não funciona: confiar só no SPF. O encaminhamento (forward) muda o IP de conexão, então o SPF quebra, enquanto uma assinatura DKIM normalmente sobrevive ao encaminhamento.

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Como SPF, DKIM e DMARC funcionam juntos em uma única verificação?

O servidor de destino roda SPF e DKIM primeiro e depois entrega os dois resultados ao DMARC. No alinhamento relaxado, que a especificação do DMARC define como padrão (aspf=r e adkim=r), o domínio autenticado só precisa compartilhar o domínio organizacional com o endereço From. Com o From definido como anna@example.com, uma assinatura DKIM de d=mail.example.com está alinhada. Uma assinatura de d=brevo-owned-domain.com passa no DKIM, mas falha no alinhamento, então não ajuda em nada o DMARC. Essa é a surpresa mais comum para quem envia por uma plataforma de terceiros: todas as verificações nos cabeçalhos dizem "pass" e mesmo assim o DMARC falha. O alinhamento estrito (adkim=s) exige correspondência exata de domínio, o que raramente compensa o trabalho em um domínio de cold outreach. A regra prática é que pelo menos um dos dois mecanismos precisa passar sob o seu próprio domínio. O DKIM é o melhor candidato, porque sobrevive ao encaminhamento e não depende do endereço de bounce que a plataforma usa. Você vê os três resultados no cabeçalho Authentication-Results de uma mensagem de teste, escritos como spf=, dkim= e dmarc=.

SPF, DKIM e DMARC no Google Workspace: por que os e-mails do Brevo não aproveitam os registros do Google?

O Google Workspace só autentica os e-mails que saem dos servidores do Google. O include de SPF dele é include:_spf.google.com. A chave DKIM é gerada no Admin console em Apps, Google Workspace, Gmail, Autenticar e-mail, com google como seletor padrão; a Ajuda do Admin do Google Workspace recomenda o maior dos tamanhos de chave oferecidos, quando o seu provedor de DNS suporta. Depois de publicar o registro, a mesma página de ajuda avisa que as alterações de DNS podem levar um tempo para propagar antes de você clicar em Iniciar autenticação. Nada disso cobre os e-mails que o Brevo envia pelo seu domínio. O Brevo assina com a própria chave, sob o próprio seletor, então você fica com dois registros DKIM lado a lado, e tudo bem, porque seletores não colidem. Com o SPF é diferente. A especificação do SPF permite apenas um registro v=spf1 por domínio, então o include do Google e o que o Brevo mostra na tela de autenticação de domínio precisam entrar na mesma linha. Se você publicar dois registros SPF separados, o resultado é um permerror, que não é tratado como aprovação. O conjunto completo de registros DNS do Google Workspace (MX, SPF, DKIM) tem um guia próprio, e a chave do lado do Google, assim como a forma de dividir uma chave longa em várias strings, são tratadas no guia sobre DKIM do G Suite com registro do Google e configuração do Brevo.

Ilustração para a pergunta “SPF, DKIM e DMARC no Google Workspace: por que os e-mails do Brevo não aproveitam os registros do Google?”
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Como configurar SPF, DKIM e DMARC, passo a passo?

A ordem importa. O DMARC avalia os outros dois, então ele é publicado por último. Comece com um registro que apenas gera relatórios e só endureça a política quando os relatórios estiverem limpos.

  1. Liste todos os serviços que enviam em nome do seu domínio: Google Workspace, Brevo, seu CRM, sua ferramenta de cobrança. Cada um precisa de uma entrada no SPF ou de uma chave DKIM própria.
  2. Publique um único registro TXT de SPF na raiz, por exemplo v=spf1 include:_spf.google.com mais o include do Brevo, terminando em ~all. Conte os mecanismos que fazem consulta DNS, incluindo os includes aninhados, e fique dentro do limite de consultas definido pela especificação do SPF.
  3. Gere as chaves DKIM em cada serviço e publique-as como TXT (ou CNAME, se o provedor pedir) em seletor._domainkey. Depois clique em verificar em cada serviço.
  4. Publique o DMARC em _dmarc com v=DMARC1; p=none; rua=mailto:seu-endereco-de-relatorios. A política p=none pede aos servidores de destino que não tomem nenhuma ação em caso de falha. Ela só coleta dados.
  5. Envie um teste para um endereço do Gmail, abra Mostrar original e confirme que SPF, DKIM e DMARC aparecem como PASS.
  6. Leia os relatórios agregados por várias semanas antes de passar para p=quarantine.

No DNS da GoDaddy, o campo Host acrescenta o seu domínio automaticamente. Digitar o nome completo gera seletor._domainkey.example.com.example.com, como descrito no guia de configuração de DKIM na GoDaddy para quem envia pelo Brevo.

Por que SPF, DKIM ou DMARC falham mesmo depois de configurados?

A maioria das falhas vem de erros de DNS ou de domínios não alinhados, não dos protocolos em si. Estas são as que mais vemos, junto com as causas:

  • Permerror no SPF: dois registros v=spf1 no mesmo domínio, ou mais termos que fazem consulta DNS (include, a, mx, ptr, exists, redirect, contados recursivamente) do que o limite de consultas da especificação do SPF permite. Consultas demais que voltam vazias também terminam em permerror.
  • Body hash mismatch no DKIM: algo reescreveu a mensagem depois da assinatura, como um rodapé adicionado por um gateway ou por uma lista de discussão.
  • Chave DKIM não encontrada: o nome do seletor está errado, o hostname foi duplicado pelo painel de DNS ou o registro ainda não propagou.
  • Chave longa truncada: uma única string TXT no DNS tem limite de tamanho, então uma chave DKIM longa precisa ser dividida em várias strings entre aspas. Alguns painéis cortam a chave em vez de dividir.
  • DMARC falha apesar de dois "pass": SPF e DKIM passaram sob o domínio da plataforma, não o seu, então nenhum dos dois está alinhado com o From.
  • DMARC ausente: as Diretrizes para remetentes de e-mail do Google exigem um registro DMARC de remetentes em massa que enviam para contas pessoais do Gmail, então e-mails sem ele ficam em desvantagem por lá.

Você pode conferir cada registro com dig TXT mais o hostname (_dmarc.example.com ou seletor._domainkey.example.com) antes de começar a culpar o conteúdo.

Ilustração para a pergunta “Por que SPF, DKIM ou DMARC falham mesmo depois de configurados?”
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Com qual política de DMARC um domínio de cold outreach deve começar?

Comece com p=none. É o mínimo que as Diretrizes para remetentes de e-mail do Google aceitam de remetentes em massa (Ajuda do Admin do Google Workspace, em outubro de 2026). Ela pede aos servidores de destino que não tomem nenhuma ação sobre e-mails que falham, então uma ferramenta esquecida que envia em nome do seu domínio aparece nos relatórios em vez de ir para a quarentena. Quando os relatórios agregados listarem apenas fontes que você reconhece, todas alinhadas, passe para p=quarantine. Se quiser endurecer aos poucos, a tag pct aplica a política só a uma porcentagem dos e-mails que falham; sem a tag, a política cobre todos. p=reject é o estado final. O que não funciona é pular direto para reject em um domínio cujos remetentes você ainda não inventariou. Convites de agenda, notas fiscais ou um formulário esquecido podem simplesmente parar de chegar, sem aviso. A sintaxe do registro e a implantação em etapas estão no guia sobre como implantar um registro DMARC no Google Workspace. Lembre também que o DMARC não faz o aquecimento por você. Um domínio novo com registros corretos ainda não tem histórico de envio, e os servidores de destino avaliam volume e taxa de reclamações separadamente; as Diretrizes para remetentes de e-mail do Google definem um limite de taxa de spam medido no Postmaster Tools. Planeje o aumento de volume junto com o trabalho de DNS, como explicado no guia de aquecimento de e-mail com volumes diários e configuração de DNS.

Exemplo de configuração de DMARC: um domínio de outreach com Workspace e Brevo

Pense em um domínio chamado example.com. As pessoas escrevem a partir dele no Google Workspace, e o cold outreach sai pela conta Brevo do mesmo domínio. Este é o registro DMARC que publicaríamos primeiro, como registro TXT no host _dmarc (em painéis que acrescentam o domínio) ou em _dmarc.example.com (em painéis que não acrescentam):

  • v=DMARC1; p=none; rua=mailto:dmarc-reports@example.com; adkim=r; aspf=r
  • v=DMARC1 precisa ser a primeira tag. Um registro que começa de outra forma não é lido como registro DMARC.
  • adkim=r e aspf=r apenas deixam explícitos os valores padrão. Assim, quem editar o registro no futuro vê que o alinhamento relaxado está em uso.
  • sp= fica de fora de propósito. Sem ele, os subdomínios herdam o p. Adicione sp= apenas se um subdomínio como mail.example.com precisar de uma política própria.
  • Publique exatamente um registro v=DMARC1 em _dmarc. Se aparecer um segundo, por exemplo um adicionado anos atrás por um construtor de sites, os servidores de destino tratam o domínio como se não tivesse política válida.

Para ler o primeiro relatório agregado, abra o arquivo XML e confira três campos em cada registro: source_ip, header_from e o domínio em auth_results/dkim. Uma linha com header_from example.com e domínio DKIM example.com está alinhada. Uma linha vinda de um IP do Brevo em que o domínio DKIM pertence ao Brevo significa que a autenticação de domínio do Brevo para example.com ainda não foi concluída. Corrija isso antes de endurecer a política, não depois. Linhas de IPs que você não reconhece são uma ferramenta que você esqueceu de listar ou alguém falsificando o domínio (spoofing). Nos dois casos, elas são o motivo de o p=none vir primeiro. Uma armadilha que os guias genéricos pulam: se o rua aponta para uma caixa de outro domínio, por exemplo de um fornecedor que processa relatórios, a especificação do DMARC exige que esse domínio publique um registro de autorização em example.com._report._dmarc.dominiodofornecedor. Sem ele, os servidores de destino que verificam esse registro não enviam os relatórios, e você acaba olhando uma caixa vazia achando que está tudo certo.

Como o EmailFlow OS usa os seus registros SPF, DKIM e DMARC?

O EmailFlow OS não envia a partir de um endereço compartilhado da plataforma. Você grava um único vídeo e faz o upload no EmailFlow OS, conecta a sua própria conta Brevo e o seu domínio de envio e importa a sua lista de prospects para o EmailFlow OS. Em seguida, o EmailFlow OS cria uma versão personalizada dessa gravação para cada destinatário, não para cada empresa, e envia cada uma a partir da sua caixa de entrada, pela sua conta Brevo, sob o seu domínio. É por isso que acertar os registros acima é responsabilidade sua. A chave DKIM que o Brevo verifica para o seu domínio e a política DMARC em _dmarc.seudominio são o que os servidores de destino avaliam em cada mensagem personalizada. Um domínio de remetente compartilhado colocaria os seus e-mails sob a reputação de outra pessoa. Com essa configuração, a reputação, os relatórios e o DNS continuam sob o seu controle. O que um servidor de destino faz com cada mensagem continua sendo decisão dele, com base em autenticação, histórico de envio e reclamações. Como o vídeo por destinatário se encaixa em uma sequência completa está descrito no guia de cold outreach com um único vídeo personalizado.

Ilustração para a pergunta “Como o EmailFlow OS usa os seus registros SPF, DKIM e DMARC?”
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Perguntas frequentes

Como configurar o DMARC?
Primeiro confirme que SPF e DKIM passam sob o seu próprio domínio. Depois publique um registro TXT em _dmarc.seudominio com v=DMARC1; p=none; rua=mailto:seu-endereco-de-relatorios. Envie um teste para o Gmail e verifique se Mostrar original indica DMARC: PASS. Leia os relatórios agregados, corrija as fontes não alinhadas e então passe para p=quarantine e, mais tarde, p=reject. As Diretrizes para remetentes de e-mail do Google aceitam p=none como mínimo para remetentes em massa (em outubro de 2026).
Por que não estou recebendo relatórios de DMARC?
As três causas mais comuns são: a tag rua está ausente ou tem erro de digitação no mailto:; o registro não está em _dmarc, mas na raiz ou em um hostname duplicado; ou o rua aponta para um domínio externo que não publicou o registro de autorização em seudominio._report._dmarc.outrodominio exigido pela especificação do DMARC. Confira o registro com dig TXT _dmarc.seudominio antes de começar a investigar a caixa de entrada.
Preciso dos três: SPF, DKIM e DMARC?
Para envio em massa ao Gmail, sim: as Diretrizes para remetentes de e-mail do Google exigem que remetentes em massa para contas pessoais do Gmail publiquem SPF, DKIM e DMARC (no mínimo p=none), com alinhamento. Remetentes menores precisam pelo menos de SPF ou DKIM, mas DKIM mais DMARC é a única combinação que amarra a autenticação ao domínio visível no From e sobrevive ao encaminhamento.
Um domínio pode ter dois registros SPF?
Não. A especificação do SPF permite exatamente um registro v=spf1 por domínio. Dois registros geram um permerror, que os servidores de destino tratam como falha, não como aprovação. Para combinar Google Workspace e Brevo, coloque os dois mecanismos include em um único registro, terminando em ~all, e mantenha o total de consultas DNS dentro do limite definido pela mesma especificação.
O que é alinhamento de DKIM?
Alinhamento significa que o domínio d= da assinatura DKIM corresponde ao domínio do From. No modo relaxado (adkim=r, o padrão do DMARC), um subdomínio como mail.example.com está alinhado com example.com. No modo estrito (adkim=s), a correspondência precisa ser exata. Uma assinatura válida, mas não alinhada, como uma sob o próprio domínio da plataforma, não conta para o DMARC.
Quanto tempo o DNS leva para o DKIM ser verificado?
Depende do TTL do registro, que é o tempo que os resolvedores mantêm a resposta antiga em cache. No Workspace, a Ajuda do Admin do Google Workspace avisa que a propagação pode levar um tempo antes que a autenticação DKIM possa ser ativada. Se a verificação ainda falhar depois disso, rode dig TXT no hostname do seletor. Procure um hostname duplicado ou uma chave que o painel de DNS cortou em vez de dividir.

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